João Carlos Mansur apresenta proposta de colaboração premiada com 17 anexos sobre supostos crimes financeiros ligados ao Banco Master
Uma proposta de colaboração premiada que tem como alvo principal Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo empresário João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da Reag Investimentos. O documento, acompanhado de 17 anexos contendo informações e documentos sobre suspeitas de crimes financeiros, ainda aguarda assinatura formal.
Fundos da Reag teriam sido usados para encobrir situação do Banco Master
De acordo com os relatos de Mansur, fundos administrados pela Reag teriam servido de instrumento em operações vinculadas ao Banco Master. O objetivo seria ocultar a real condição financeira da instituição bancária e promover desvios de recursos. A estrutura descrita pelo empresário envolve empresas de fachada, beneficiários considerados “laranjas” e estruturas mantidas no exterior.
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Multa de R$ 40 milhões e negociações com PF e PGR
Na proposta apresentada, Mansur aceita pagar R$ 40 milhões em multas — valor que ele afirma corresponder ao montante recebido da Reag ao longo do período em que comandou a gestora. Inicialmente, o empresário chegou a iniciar tratativas com a Polícia Federal, mas decidiu concentrar seus esforços de negociação diretamente com a PGR.
A avaliação dos procuradores é que os relatos de Mansur apresentam maior consistência do que as informações anteriormente fornecidas por Vorcaro, o que elevaria as chances de um acordo ser firmado. Caso a colaboração seja aceita pela PGR, o pacto ainda dependerá da homologação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator do caso Master.
Reag na mira da Operação Carbono Oculto
A Reag Investimentos também está envolvida em outras frentes investigativas. A empresa foi alvo da Operação Carbono Oculto, conduzida pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro com recursos que teriam ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O grupo empresarial acabou liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em janeiro de 2026.
Políticos citados na delação negam irregularidades
A proposta de delação também faz menção a nomes da política nacional. Entre os citados estão o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Ambos negam qualquer irregularidade relacionada às operações descritas por Mansur.
A informação sobre a entrega da proposta à PGR havia sido antecipada pela Revista Oeste no último dia 17.
Tem que jogar a mer** toda no ventilador…