Política

Datafolha vai avaliar pela primeira vez a imagem de cada um dos 10 ministros do STF junto aos brasileiros

Datafolha medirá pela primeira vez a avaliação individual dos dez ministros do STF em meio à crise do Banco Master e desgaste institucional histórico

Datafolha vai avaliar pela primeira vez a imagem de cada um dos 10 ministros do STF junto aos brasileiros

Pesquisas recentes já vinham sinalizando o desgaste profundo do Judiciário perante a opinião pública. Um levantamento do Meio/Ideia, divulgado na quarta-feira, 8, apontou que 42,5% dos entrevistados consideram a concentração de poder no Judiciário como a principal ameaça à democracia — percentual que supera com folga problemas históricos como a política, citada por apenas 16,5%. Antes disso, pesquisa Quaest de março já havia revelado que 66% dos brasileiros votariam em candidatos ao Senado que se comprometessem com o afastamento de magistrados.

Pesquisa inédita do Datafolha sobre os dez ministros

É nesse cenário de deterioração institucional que o Instituto Datafolha prepara um trabalho sem precedentes em sua trajetória: medir como a população avalia individualmente cada um dos dez juízes que integram a mais alta instância judicial do país. A sondagem incluirá perguntas para identificar qual magistrado é mais conhecido pelo grande e oferecerá ao eleitor opções de classificação do desempenho dos togados — ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo.

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Além das avaliações individuais, o questionário testará o grau de conhecimento da opinião pública a respeito das suspeitas de envolvimento de integrantes do STF com o do Banco Master. Segundo magistrados ouvidos por VEJA, o caso coloca a Corte no pior momento institucional desde a redemocratização.

O escândalo do Banco Master e o caso Alexandre de Moraes

O episódio envolvendo o ministro Alexandre de Moraes ilustra a gravidade da crise. Celebrado — com razão — como peça-chave no combate aos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, o magistrado acabou arrastado pelo escândalo após a revelação de que o banqueiro Daniel Vorcaro firmou um contrato de 129 milhões de reais com a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do juiz. Os serviços contratados foram considerados básicos e alheios à realidade da instituição financeira, incluindo a elaboração de um manual de boas práticas empresariais.

A dimensão patrimonial do caso também chama atenção. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o casal triplicou seu patrimônio desde que o magistrado tomou posse no Supremo e investiu mais de 23 milhões de reais na aquisição de imóveis — todos pagos à vista.

Lula se manifesta e sugere impedimento

Nos últimos dias, o presidente abordou publicamente pela primeira vez as suspeitas que envolvem Moraes. O petista reconheceu o potencial de desgaste eleitoral que o caso representa e revelou ter sugerido ao próprio ministro que se declarasse impedido de julgar processos ligados ao Banco Master, sob o risco de ter sua biografia destruída por associações com Vorcaro.

Em entrevista ao site ICL, Lula foi enfático: “Eu já conversei com muitos ministros a respeito disso. É preciso uma explicação convincente para sociedade. Essas coisas a gente não joga debaixo do tapete achando que o povo vai esquecer. Isso vai ser utilizado na campanha, todo mundo tem que ter clareza que a extrema vai usar o caso do Banco Master e envolvimento da Suprema Corte na campanha e vão fazer pedindo voto”.

Crise de imagem histórica

O conjunto de dados — contratos milionários, crescimento patrimonial acelerado, pesquisas de opinião desfavoráveis e a primeira manifestação presidencial sobre o tema — configura um cenário que magistrados descrevem como a pior crise de imagem já vivida pelo STF. A pesquisa do Datafolha deve oferecer, pela primeira vez, um retrato detalhado de como cada brasileiro enxerga individualmente os responsáveis pela cúpula do Judiciário nacional.


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Debate editorial

1 comentário

  1. Espero ampla divulgação desta avaliação da avacalhação chamada STF onde a minoria absoluta merece ser avaliada com nota porque a grande maioria são mercenários travestidos de autoridades. .

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