Justiça

Dallagnol e Chiquini vão a Brasília protocolar pedido de impeachment contra Moraes

Dallagnol e advogado protocolam novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes com alegações de corrupção e obstrução.

Nova representação aponta indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de investigação

O ex-deputado federal e o advogado Jeffrey Chiquini viajaram para Brasília na manhã desta segunda-feira (9) com o objetivo de apresentar um novo pedido de impeachment contra o ministro , do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com Chiquini, a nova representação possui fundamentos jurídicos diferentes dos utilizados em solicitações anteriores apresentadas contra o magistrado.

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“Segunda-feira, 5 da manhã, eu e Deltan estamos a caminho de Brasília, para protocolar novo pedido de impeachment do Alexandre de Moraes, agora com fundamentação jurídica nunca antes utilizada”, afirmou o advogado.

Acusação menciona possíveis crimes

Segundo Deltan Dallagnol, o novo pedido não se limita a alegações de abuso de autoridade, como ocorreu em representações anteriores.

O ex-procurador afirmou que a iniciativa agora se baseia em suspeitas de crimes.

“Agora vai muito além de abusos, agora estamos falando de crimes como indícios de , de obstrução de investigação, de organização criminosa”, declarou.

Questionamentos sobre contrato envolvendo esposa do ministro

Durante a apresentação da iniciativa, Dallagnol também mencionou questionamentos relacionados a um contrato envolvendo Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Segundo o ex-procurador, o valor do contrato é um dos pontos levantados na nova representação.

“A questão é: qual foi a contraprestação desse contrato? R$ 129 milhões, está escancarado”, disse.

Ele também afirmou que há suspeitas de possível interferência em investigações.

Pedido cita provas e perícias da Polícia Federal

O advogado Jeffrey Chiquini declarou que o novo pedido de impeachment se baseia em elementos que, segundo ele, não haviam sido apresentados anteriormente.

“Agora há provas cautelares, há perícias da Polícia Federal”, afirmou.

Ainda de acordo com o advogado, esses elementos apontariam para indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça, que fundamentariam o pedido apresentado ao Nacional.

Iniciativa será acompanhada nas redes sociais

O anúncio da viagem e da protocolação do pedido foi divulgado em um vídeo publicado na rede social X.

Na gravação, Chiquini afirmou que ele e Dallagnol informariam o ao longo do dia sobre o andamento do procedimento em Brasília e reforçou que o objetivo da viagem era formalizar o pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.


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