Nova representação aponta indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de investigação
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol e o advogado Jeffrey Chiquini viajaram para Brasília na manhã desta segunda-feira (9) com o objetivo de apresentar um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com Chiquini, a nova representação possui fundamentos jurídicos diferentes dos utilizados em solicitações anteriores apresentadas contra o magistrado.
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“Segunda-feira, 5 da manhã, eu e Deltan estamos a caminho de Brasília, para protocolar novo pedido de impeachment do Alexandre de Moraes, agora com fundamentação jurídica nunca antes utilizada”, afirmou o advogado.
Acusação menciona possíveis crimes
Segundo Deltan Dallagnol, o novo pedido não se limita a alegações de abuso de autoridade, como ocorreu em representações anteriores.
O ex-procurador afirmou que a iniciativa agora se baseia em suspeitas de crimes.
“Agora vai muito além de abusos, agora estamos falando de crimes como indícios de corrupção, de obstrução de investigação, de organização criminosa”, declarou.
🚨Estamos a caminho de Brasília protocolar pedido de impeachment do Moraes, com fundamentação jurídica nunca antes utilizada. pic.twitter.com/kBC89HDfZt
— Jeffrey Chiquini (@JeffreyChiquini) March 9, 2026
Questionamentos sobre contrato envolvendo esposa do ministro
Durante a apresentação da iniciativa, Dallagnol também mencionou questionamentos relacionados a um contrato envolvendo Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Segundo o ex-procurador, o valor do contrato é um dos pontos levantados na nova representação.
“A questão é: qual foi a contraprestação desse contrato? R$ 129 milhões, está escancarado”, disse.
Ele também afirmou que há suspeitas de possível interferência em investigações.
Pedido cita provas e perícias da Polícia Federal
O advogado Jeffrey Chiquini declarou que o novo pedido de impeachment se baseia em elementos que, segundo ele, não haviam sido apresentados anteriormente.
“Agora há provas cautelares, há perícias da Polícia Federal”, afirmou.
Ainda de acordo com o advogado, esses elementos apontariam para indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça, que fundamentariam o pedido apresentado ao Congresso Nacional.
Iniciativa será acompanhada nas redes sociais
O anúncio da viagem e da protocolação do pedido foi divulgado em um vídeo publicado na rede social X.
Na gravação, Chiquini afirmou que ele e Dallagnol informariam o público ao longo do dia sobre o andamento do procedimento em Brasília e reforçou que o objetivo da viagem era formalizar o pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.