Declaração do ministro de Energia e Minas revela colapso total no abastecimento enquanto Havana sofre os piores apagões em décadas
Havana vive os apagões rotativos mais severos das últimas décadas, e a causa foi confirmada oficialmente nesta quarta-feira (13): o país não dispõe de nenhuma gota de diesel ou combustível para manter a geração de energia.
Declaração oficial sobre a crise energética
O ministro de Energia e Minas, Vicente de la O, foi direto ao descrever a situação em meios de comunicação estatais: “Não temos absolutamente nenhum combustível e absolutamente nenhum diesel”.
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Sobre a capacidade do sistema elétrico nacional, o ministro foi igualmente categórico: “Não temos reservas.” O estado crítico da infraestrutura energética cubana não deixa margem para medidas emergenciais internas.
Oferta norte-americana de US$ 100 milhões
No mesmo dia em que Cuba admitiu o colapso, o governo dos Estados Unidos anunciou disposição para enviar US$ 100 milhões em assistência direta ao povo cubano. O Departamento de Estado dos EUA informou, em comunicado oficial, que a quantia seria “distribuída em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes confiáveis”.
A nota do departamento cobrou uma resposta de Havana: “Cabe ao regime cubano decidir se aceita nossa oferta de assistência ou se nega uma ajuda essencial para salvar vidas, sendo, em última instância, responsabilizado perante o povo cubano por impedir essa assistência crucial”.
Outras ofertas mencionadas por Washington
O comunicado também citou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao detalhar que os Estados Unidos já haviam feito diversas ofertas privadas ao governo cubano. Entre elas, apoio para internet via satélite gratuita e rápida, além de assistência humanitária.
Posição de Donald Trump
Na véspera, terça-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Cuba estava “pedindo ajuda” e que seu governo iria “conversar” com a ilha caribenha. Na mesma declaração, Trump chamou o país de “fracassado”.
Bloqueio econômico agrava a escassez
A crise de abastecimento se desenrola em um contexto de longo bloqueio dos Estados Unidos, que restringe o acesso de Cuba a combustíveis e outros recursos essenciais. Essa barreira comercial tem sido apontada pelo governo cubano como fator central na deterioração da infraestrutura energética do país.
Imagens de satélite capturadas durante o período evidenciaram a extensão do apagão na ilha, mostrando vastas áreas sem iluminação após o colapso no fornecimento de energia.