Declaração do presidente ocorre após críticas do comentarista conservador aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (5) que o comentarista Tucker Carlson não faz mais parte do movimento Make America Great Again (MAGA). A declaração ocorre após críticas duras do ex-apresentador da Fox News à ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A fala foi dada durante entrevista à ABC News, na qual Trump criticou diretamente o antigo aliado político.
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“Tucker perdeu o rumo”, afirmou Trump. “Eu percebi isso há muito tempo. Ele não é MAGA. MAGA é salvar nosso país, é tornar a América grande novamente, é colocar a América em primeiro lugar, e Tucker não representa nada disso. E ele realmente não é inteligente o suficiente para entender isso.”
Críticas de Carlson à ofensiva contra o Irã
O rompimento acontece depois que Tucker Carlson classificou os ataques contra o Irã como “absolutamente repugnantes e malignos”. O comentarista, que hoje apresenta um podcast após deixar a Fox News, tem adotado posições críticas em relação à política externa defendida pelo governo Trump.
Nos últimos meses, Carlson também fez comentários negativos sobre outros temas ligados à administração do presidente, incluindo discussões sobre os arquivos de Epstein, o conflito na Ucrânia e decisões estratégicas do governo.
Relação anterior de proximidade com Trump
Apesar das críticas recentes, Tucker Carlson manteve durante anos uma relação próxima com Donald Trump. O comentarista chegou a participar de reuniões na Casa Branca durante o mandato do presidente e foi um dos principais palestrantes na Convenção Nacional Republicana de 2024.
Essa trajetória fez de Carlson uma das vozes conservadoras mais influentes entre apoiadores do movimento MAGA antes do atual distanciamento público.
Trump celebra operação militar contra o Irã
Além de comentar o afastamento de Carlson, Trump aproveitou a entrevista para defender a ofensiva militar contra o Irã. Segundo ele, a ação foi bem-sucedida e teria apoio popular, mesmo com pesquisas indicando avaliações divididas entre os eleitores.
“Eles estão devastados por um período de dez anos antes de poderem se reerguer”, disse Trump ao comentar os impactos da operação sobre o país do Oriente Médio.
Críticas dentro do próprio campo conservador
A decisão militar também provocou críticas dentro do próprio campo republicano. Uma das vozes mais contundentes foi a da ex-deputada Marjorie Taylor Greene (R-Ga.), que questionou a condução da política externa do governo e o tratamento dado aos arquivos de Epstein.
“A administração Trump realmente perguntou em uma pesquisa quantas vítimas os eleitores estavam dispostos a aceitar em uma guerra com o Irã??? Que tal ZERO, seus mentirosos doentes”, escreveu Greene em X. “Nós votamos em América Primeiro e ZERO guerras.”
A ex-parlamentar também acusou o presidente de abandonar promessas feitas durante a campanha de evitar envolvimento militar dos Estados Unidos em conflitos internacionais.
Apoio de republicanos e até de um democrata
Mesmo com críticas internas, diversos políticos republicanos saíram em defesa da operação contra o Irã. O senador Lindsey Graham (R-SC) manifestou apoio ao presidente nas redes sociais.
“O fim do maior patrocinador estatal do terrorismo está próximo. Deus abençoe o presidente Trump, nossas forças armadas e nossos aliados em Israel.”
A postura de Trump também recebeu reconhecimento de um integrante do Partido Democrata. O senador John Fetterman (D-Pa.) afirmou que o presidente tomou uma decisão necessária para a região.
“O presidente Trump esteve disposto a fazer o que é certo e necessário para promover uma paz real na região”, declarou no sábado.
Polarização dentro do movimento MAGA
A controvérsia envolvendo Tucker Carlson, as críticas de aliados conservadores e o apoio de parte do Congresso demonstram divisões internas no próprio movimento MAGA.
O episódio também reflete os debates sobre o papel dos Estados Unidos em conflitos internacionais e evidencia como a política externa no Oriente Médio continua sendo um tema sensível e polarizador na política norte-americana.
Estes idiotas que criticam o Tramp ja esqueceram da queda das Torres. Agora qud estão combatendo na raiz ficam de mi-mi-mi.
Cartomante com alzheimer sabemos que você fez no verão passado.