Correios fecham semestre com prejuízo de R$ 4,37 bilhões e veem crise se aprofundar

Correios acumulam prejuízo de R$ 4,37 bi no semestre, alta de 222%, com despesas em alta e queda na receita.
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Agência dos Correios Foto: Agência Brasil/Elza Fiuza

Déficit aumentou 222% em um ano e pressiona plano de reestruturação da estatal

O balanço preliminar dos aponta um prejuízo acumulado de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2025, mais que o triplo do registrado no mesmo período do ano passado (R$ 1,35 bilhão). O rombo representa alta de 222,4% em relação a 2024 e reforça a gravidade da crise financeira da estatal.

Os números foram revelados pela Folha de S.Paulo e ainda aguardam validação do conselho de administração da empresa. O prazo legal para publicação das demonstrações financeiras no Diário Oficial da União terminou nesta sexta-feira (29), mas não foi cumprido porque o colegiado não concluiu a análise dos dados.

Déficit em alta e risco de aporte da União

O resultado negativo vinha crescendo desde o início do ano. No primeiro trimestre, o déficit já era de R$ 1,7 bilhão. Entre abril e junho, o rombo avançou para R$ 2,6 bilhões, aumentando a possibilidade de um aporte financeiro da União para socorrer a estatal.

A crise levou à saída do então presidente da companhia, Fabiano Silva dos Santos, em julho. Ele pediu demissão alegando pressão da Casa Civil para acelerar cortes de gastos e implementar um plano de reestruturação que prevê o fechamento de agências em todo o país.

Receita em queda e despesas em alta

A deterioração financeira tem duas frentes principais: aumento das despesas e queda na receita.

  • Despesas gerais e administrativas: cresceram de R$ 1,9 bilhão no primeiro semestre de 2024 para R$ 3,4 bilhões neste ano.
  • Receita: caiu 11,8% em termos nominais, passando de R$ 9,2 bilhões para R$ 8,1 bilhões no mesmo intervalo.

“Taxa das blusinhas” impactou resultado

Em nota, os Correios atribuíram parte do prejuízo à chamada “taxa das blusinhas”, ligada ao novo marco regulatório das compras internacionais.

Segundo a empresa, “a frustração de receita observada em 2024 decorre exclusivamente dos efeitos do novo marco regulatório das compras internacionais — uma demanda do varejo nacional que teve impacto positivo para o setor, mas negativo para os Correios”.


2 comments
  1. O que comentar de um governo que quer as estatais para beneficiar os seus e as quebra e a conta vai para os funcionários e o povo. Será outro INSS?

  2. tudo que se relaciona ao governo pt eh bilhoes bilhoes bilhoes….ai salario minimo vai subir 100 reais kkkkkkkk mas os macacos moleques da usp acha super legal

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