Estatal caminha para o pior resultado financeiro da história sob gestão do governo Lula
Os números são alarmantes e vieram à tona em um balancete prévio divulgado discretamente durante o fim de semana. O Correios fechou o primeiro semestre de 2026 com um prejuízo de R$5,4 bilhões, o que projeta um rombo de aproximadamente R$11 bilhões até dezembro, caso o ritmo de perdas se mantenha.
Trajetória de perdas sob o governo Lula
A escalada dos prejuízos da estatal durante o atual mandato presidencial é vertiginosa. Em 2023, o rombo era de R$597 milhões. No ano seguinte, saltou para R$2,6 bilhões. Já em 2025, atingiu R$8,5 bilhões — recorde histórico da empresa. Desde 2023, as perdas acumuladas já ultrapassam R$11 bilhões.
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Para efeito de comparação, o Correios havia registrado lucro de R$3,7 bilhões em 2021. Logo no início do governo petista, porém, a empresa foi retirada do Programa Nacional de Desestatização, eliminando a possibilidade de saneamento por meio da privatização.
Segundo trimestre agrava a crise
Somente no segundo trimestre de 2026, as perdas foram de R$2,2 bilhões. As receitas permaneceram estagnadas e não foram suficientes para cobrir despesas consideradas acima do razoável. Juros de empréstimos que totalizam R$12 bilhões e provisões judiciais agravam ainda mais o cenário. A avaliação, segundo o colunista Cláudio Humberto, é que o Correios segue no fundo do poço.
Raízes políticas da crise
O histórico de problemas é longo e estrutural. Desde o escândalo do mensalão, em 2005, que teve origem em esquemas de propina dentro dos Correios ainda no primeiro governo Lula, a estatal funciona como instrumento político. Loteamento de cargos, indicação de aliados sem expertise técnica, aparelhamento sindical e corporativo tornaram-se práticas recorrentes na gestão da empresa.
Concorrência privada e custos inflados
Custos de pessoal inchados e ineficiência operacional diante de concorrentes privados como Loggi, Amazon e Mercado Livre pressionam a companhia. Decisões que privilegiam interesses partidários em detrimento da gestão técnica corroem a capacidade competitiva do Correios.
Contribuinte paga a conta
Quem arca com o prejuízo é o pagador de impostos. Garantias do Tesouro Nacional e novos empréstimos sustentam a operação deficitária. A avaliação é de que o governo resiste em admitir o próprio fracasso na condução da estatal. Manter uma máquina deficitária e politicamente aparelhada, segundo a análise, apenas perpetua o desperdício de dinheiro público.