Benefícios incluem auxílio alimentação de quase R$90 por dia útil e assistência odontológica custeada pelo pagador de impostos
Quem trabalha no Tribunal Superior Eleitoral conta com um pacote de vantagens que vai muito além do salário. A chamada “assistência pré-escolar”, que garante R$1.288,47 adicionais a cada beneficiário, é apenas uma peça no mosaico de benesses custeadas pelo contribuinte brasileiro.
Auxílio alimentação ultrapassa R$1.800 mensais
Os números impressionam quando se olha o conjunto. Cada servidor do TSE recebeu R$1.860,51 de “auxílio alimentação” em um único mês — o equivalente a quase R$90 por dia útil de trabalho. Trata-se de um valor que, sozinho, supera o salário mínimo vigente no país.
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Creche e pré-escola bancadas pelo pagador de impostos
Filhos de integrantes dessa casta do funcionalismo público têm creche e pré-escola garantidas — não pelo bolso dos pais, mas pelo contribuinte. O dado foi revelado pela Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder, e expõe privilégios frequentemente negados ao brasileiro comum.
Em 2026, o TSE divulgou apenas os gastos relativos ao mês de abril. Naquele período, 155 servidores tiveram seus vencimentos turbinados pelo benefício da assistência pré-escolar, engordando contracheques já considerados generosos dentro da elite do serviço público.
Assistência médica e odontológica ampliam a fatura
Além do auxílio-odontológico individual de R$791,21, a conta da assistência médica e odontológica atinge uma dimensão ainda maior. Isso porque a fatura contempla 1.232 titulares e outros 2.060 dependentes — totalizando mais de 3.200 pessoas com cobertura paga pelo erário.
O conjunto de regalias evidencia o abismo entre os benefícios concedidos à elite do funcionalismo público e a realidade enfrentada pela maioria dos brasileiros, que arcam com esses custos por meio dos impostos.