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Colômbia anuncia Amazônia livre de mineração e petróleo e pressiona Brasil em meio à COP30

Colômbia cria reserva renovável e veta exploração na Amazônia, pressionando o Brasil em meio à discussão sobre petróleo na Margem Equatorial.

País se torna o primeiro da região a criar zona de recursos renováveis enquanto Petrobras avança na Margem Equatorial

A Colômbia declarou, nesta quinta-feira (13), que toda a porção amazônica localizada em seu território passará a ser considerada área livre de exploração mineral e petrolífera. O anúncio foi feito durante a COP30 pela ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Irene Vélez Torres, que apresentou a criação de uma reserva de recursos renováveis para todo o território amazônico colombiano.

A medida coloca o país como o primeiro entre as nações amazônicas a estabelecer uma restrição integral às atividades de minério e hidrocarbonetos na região — gesto que, implícita ou explicitamente, expõe o contraste com o Brasil, que autorizou pesquisas para possível exploração de petróleo na Margem Equatorial.

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Reserva renovável como modelo regional

Durante o encontro de ministros do meio ambiente, Torres afirmou:
“A Colômbia decidiu dar o primeiro passo e foi o primeiro país da área amazônica a declarar a toda a parte que corresponde à Colômbia como uma zona de reserva de recursos naturais renováveis, protegendo este bioma de atividades de minério e de hidrocarbonetos.”

A ministra afirmou que a iniciativa pretende estimular os demais países amazônicos — Brasil, Bolívia, Equador, Peru, Venezuela, Suriname e Guiana Francesa — a avançarem na defesa do bioma. Ela destacou que, embora apenas 7% da floresta esteja em território colombiano, a decisão abrange 100% da área amazônica nacional.

Segundo Torres, a proteção transcende limites geográficos:
“A selva é só uma. Os rios não têm fronteiras, assim como a vida. Cuidar da não é um sacrifício econômico, é uma inversão ética para o futuro da região e da humanidade.”

Pressão sobre o Brasil em meio à exploração na Margem Equatorial

O anúncio ocorre no momento em que o Brasil enfrenta cobranças internacionais devido à autorização concedida pelo Ibama à Petrobras para pesquisas de viabilidade na Margem Equatorial, a cerca de 500 km da foz do rio Amazonas, entre Amapá e Pará.
A porção brasileira representa cerca de 60% da Amazônia, o que amplia o impacto político e ambiental das decisões brasileiras sobre o bioma.

Comissão regional e defesa conjunta

A fala da ministra colombiana aconteceu na cerimônia de lançamento da Comissão Especial de Meio Ambiente e Clima, que reúne os oito países amazônicos.

No mesmo evento, a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, ressaltou iniciativas brasileiras e defendeu o Tropical Forests Forever Fund (TFFF) como instrumento financeiro inovador para a preservação florestal.

Marina destacou a urgência da agenda climática e a escala dos investimentos necessários:
“Alcançar US$ 1,3 trilhão é a meta. E o Brasil colocou na mesa um instrumento potente, o TFFF, capaz de mobilizar recursos públicos e privados, não como doação, mas como investimento.”


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