Caso Master gera incômodo no STF após série de vazamentos

Ministros do STF criticam vazamentos de informações da investigação do Banco Master e dizem estar atentos à divulgação de dados.
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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Integrantes da Corte demonstram irritação com divulgação de informações da investigação conduzida pela Polícia Federal

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) demonstraram insatisfação com os vazamentos relacionados à investigação sobre o do Banco Master. Nos bastidores da Corte, magistrados avaliam que informações obtidas pela (PF) estão sendo divulgadas publicamente antes mesmo de chegarem oficialmente ao tribunal.

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Segundo relato de um ministro ouvido sob condição de anonimato, há preocupação com o impacto desses vazamentos na percepção pública sobre o trabalho do STF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“As coisas obtidas pela PF vazam antes de chegarem ao Supremo. Estamos atentos”, afirmou o magistrado.

Percepção de ofensiva contra instituições

Entre integrantes da Corte, existe a avaliação de que a divulgação frequente de informações da investigação pode estar contribuindo para uma pressão pública sobre o Supremo e também sobre o Ministério .

Na visão de alguns ministros, o volume e a velocidade com que os dados aparecem na imprensa sugerem uma possível ofensiva na arena da opinião pública.

Vazamentos recentes vieram do Congresso

Apesar das críticas direcionadas a investigadores da Polícia Federal, informações recentes sobre o caso não teriam sido divulgadas diretamente pela corporação.

De acordo com relatos ligados ao processo, os materiais que vieram a público nesta semana tiveram origem no Nacional, que recebeu parte dos dados investigativos no âmbito das apurações relacionadas ao caso.

Investigação envolve dados analisados no caso Banco Master

As informações fazem parte de documentos e registros obtidos durante investigações que apuram irregularidades envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

Parte desse material foi encaminhada ao Congresso e passou a ser analisada também em comissões parlamentares, o que ampliou o número de pessoas com acesso aos dados.


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