Diante de um cenário de forte tensão após o pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia decidiu adotar medidas de segurança para proteger integrantes de sua cúpula diretiva. Parte da direção da rede varejista passou a contar com escolta depois que executivos relataram terem sido intimidados por representantes de uma gestora de fundos credora da companhia, conforme apuração do Valor Econômico.
Pedido de recuperação judicial e passivo bilionário
A rede entrou com o pedido de recuperação judicial no domingo (16), motivada por um passivo concursal estimado em R$ 17,3 bilhões. A decisão reacendeu a pressão de credores sobre a empresa, e o ambiente se deteriorou rapidamente a ponto de gerar preocupações com a integridade física dos dirigentes.
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Intimidação por gestora de fundos
Segundo informações publicadas pelo Valor Econômico, o comando da Casas Bahia foi alvo de ameaças vindas de uma gestora de fundos que figura entre os credores da varejista. A postura adotada por essa gestora levou os executivos a se sentirem intimidados, o que precipitou a decisão da companhia de reforçar a segurança pessoal de parte de sua direção.
Medidas de proteção em curso
A empresa optou por colocar sob escolta os membros da diretoria que se sentiram ameaçados. A iniciativa reflete o grau de tensão que envolve a recuperação judicial da rede, uma das maiores do varejo brasileiro, diante de um passivo de grande magnitude e da relação conflituosa com parte dos credores.