Casa Branca escolhe aliado crítico de Moraes para função estratégica sobre o Brasil

Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons

Darren Beattie já chamou ministro do STF de ‘arquiteto da censura e perseguição a Bolsonaro’

O governo Donald Trump designou Darren Beattie para uma função relacionada à política dos Estados Unidos voltada ao Brasil. A informação foi divulgada pela agência Reuters nesta sexta-feira, 27. Beattie é conhecido por críticas públicas ao ministro , do Supremo Tribunal Federal (STF).

A nomeação coloca na estrutura ligada à um assessor que já se manifestou de forma contundente sobre o cenário político brasileiro e sobre decisões do magistrado.

Trajetória acadêmica e atuação no governo

Darren Beattie atualmente preside o Instituto de Paz, entidade financiada pelo norte-americano com foco na mediação e resolução de conflitos internacionais. Ao longo da carreira, também atuou como redator de discursos na Casa Branca e exerceu a função de assessor de políticas públicas.

No meio acadêmico, lecionou teoria política na Universidade de Duke e na Universidade de Humboldt, em Berlim.

Críticas a Moraes e menções a Bolsonaro

Declarações sobre sanções e “complexo de censura”

Beattie já vinha fazendo declarações públicas sobre o Brasil. Em julho de 2025, comentou as sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes e afirmou que elas “deixam claro que o presidente Trump leva a sério o complexo de censura e perseguição no Brasil”. Na mesma ocasião, acrescentou que “aqueles que foram cúmplices das violações de direitos humanos de Moraes devem tomar nota”.

As medidas citadas tiveram como base a Lei Global Magnitsky, legislação dos EUA que autoriza a imposição de sanções econômicas e restrições de visto a estrangeiros acusados de ou de graves violações de direitos humanos. Moraes esteve incluído na lista entre julho e dezembro de 2025.

No mês seguinte, agosto, Beattie reforçou o tom das críticas ao declarar que o ministro seria “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido contra e seus apoiadores”.

Moraes presidiu o inquérito que culminou na condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.

Acompanhamento dos desdobramentos no Brasil

Em setembro, Beattie voltou a se pronunciar. Em publicação feita em seu perfil oficial na rede social X, escreveu: “Estamos acompanhando os acontecimentos no Brasil, particularmente os acontecimentos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, muito de perto”.


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