Dez candidatos pediram para deixar a Carta-Compromisso da Associação Matria. O documento defende espaços femininos e o esporte feminino.
A Carta-Compromisso com as Mulheres e Crianças Brasileiras, criada pela Associação Matria para as eleições de 2026, perdeu dez signatários. Os candidatos haviam aderido ao texto e depois solicitaram a exclusão de seus nomes. Entre eles estão ao menos dois candidatos do PT, que recuaram publicamente ou disseram não ter autorizado a adesão.
A carta afirma ter como base a defesa dos direitos, da segurança e da dignidade de mulheres e crianças. A proteção proposta tem como critério o sexo.
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Os petistas que recuaram
Um dos casos é o de Ana Júlia Ribeiro, que disputa uma vaga de deputada federal pelo Paraná. Ela atribuiu a assinatura a uma falha de sua assessoria.
O outro é o Prof. Jocelino Júnior, candidato a deputado estadual pelo Espírito Santo. Nas redes sociais, ele declarou que não havia dado autorização para a adesão. O candidato chamou o episódio de “equívoco inadmissível”.
Candidata do PV também desistiu
O recuo não ficou restrito ao PT. Esther Moraes, candidata do PV em São Paulo, também pediu para sair da lista. Segundo ela, o conteúdo da carta não está totalmente alinhado ao seu programa.
A candidata disse ainda que o documento foi assinado sem uma “análise técnica e integral de seu texto”.
Matria mantém os nomes nos materiais
Mesmo com os pedidos, a associação não apaga os nomes de quem desistiu. A Matria argumenta que a adesão inicial já revelaria concordância com os compromissos propostos.
Para a entidade, a retirada das assinaturas aconteceu sob pressão política. A associação informa também que a lista de signatários passa por atualização contínua.
O que propõe o documento
A Matria lançou a Carta-Compromisso em 5 de agosto. A intenção era levar os candidatos a assumir, ainda na campanha, compromissos que pudessem ser cobrados pelos eleitores ao longo do mandato.
O texto estabelece que as políticas públicas voltadas a mulheres e crianças sejam discutidas com base no sexo biológico. Ao todo, são oito compromissos.
- Primeiro compromisso: manter espaços, serviços e políticas públicas destinados às mulheres com base no sexo. O documento cita banheiros, vestiários, alojamentos, presídios e casas de acolhimento.
- Segundo compromisso: preservar as categorias esportivas, em defesa do esporte feminino.