Câmara decide votar ainda hoje o PL da Dosimetria após acordo entre líderes

Câmara decide votar hoje o PL da Dosimetria após acordo de líderes e confirmação de Hugo Motta, encerrando debate sobre anistia.
Deputado Paulinho Da Força Deputado Paulinho Da Força
Deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) - (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)

Relator Paulinho da Força apresentará parecer em plenário nesta terça-feira, 9; proposta substitui antiga versão do PL da Anistia

Depois de quase dois meses sem avanços, o projeto originalmente apelidado de PL da Anistia — agora rebatizado como PL da Dosimetria — foi finalmente colocado na pauta do plenário da para votação nesta terça-feira, 9. A definição deverá ser confirmada por (Republicanos-PB), presidente da Casa, em entrevista coletiva nas próximas horas.

O movimento ocorre às vésperas do recesso parlamentar e contraria setores da base de esquerda, que já consideravam que, caso o tema não fosse pautado imediatamente, dificilmente avançaria em um ano eleitoral, marcado por forte polarização. A avaliação interna era de que o projeto poderia ser engavetado até o fim do mandato legislativo.

Motta enterra possibilidade de anistia ampla e confirma ida do texto ao plenário

Em pronunciamento após reunião com líderes partidários, Motta oficializou que o PL da Dosimetria será votado ainda hoje, afastando de vez a hipótese de uma anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro.

Nós sabemos que essa questão da anistia está superada”, afirmou o presidente da Câmara, ao destacar que o tema vem sendo discutido desde o início do ano, inclusive antes de sua posse no comando da Casa.

O relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP) apresentará seu parecer para análise do plenário. Para viabilizar a votação, líderes firmaram um acordo para não apresentar destaques ao relatório, evitando alterações de última hora.

A oposição, embora afirme que continuará defendendo a anistia no próximo ano, confirmou que não tentará apresentar substitutivos ou destaques durante esta sessão, mesmo após argumentar que a medida permitiria aos presos “passar esse Natal com suas famílias”.

Presidente da Câmara afirma que decisão é exclusiva da chefia da Casa

Motta insistiu que a inclusão do projeto na pauta foi uma decisão pessoal, e não resultado de pressões externas.
A nossa decisão foi tomada única e exclusivamente por vontade do presidente, que tem poder de pauta”, destacou. “Não foi tomada para atender a pedido de ninguém. Entendemos que este é o momento em que a matéria está madura para ir ao plenário.”

O presidente concluiu afirmando que o objetivo é permitir que a Câmara finalmente se posicione:
Nós queremos enfrentar essa matéria para que o plenário possa se posicionar acerca desse tema.”



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