Caiado dispara contra Lula: “representante de um narcoestado”

Caiado chama Lula de “representante de narcoestado” após reunião do governo com grupo ligado ao PCC.
Caiado Caiado
Valter Camargo/Agência Brasil

Governador de Goiás reage às revelações sobre encontro de membros do governo com entidade ligada ao PCC

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio da Silva (PT), acusando-o de ser “representante de um narcoestado”. A declaração foi dada em entrevista à colunista Andreza Matais, do site Metrópoles, após a divulgação de que integrantes do governo federal se reuniram com uma entidade suspeita de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Isso que vimos na imprensa hoje [terça, 8] prova o que tenho dito há tempos: o Lula não é presidente dos brasileiros honrados e trabalhadores, e sim representante de um narcoestado implantado no Brasil, com a conivência do próprio Lula e do PT”, disparou Caiado.

O governador ainda afirmou:

“Com essa associação ao PCC, Lula se coloca como réu confesso”, e classificou o presidente como “um presidente que se ajoelhou para o crime organizado”.

Em tom enfático, completou:

“Não existe Estado Democrático de Direito onde o crime manda na vida das pessoas. Não existe paz nem desenvolvimento.”

Críticas à gestão petista

Caiado também aproveitou para reforçar sua visão sobre a gestão do atual presidente:

“A verdade é que o Lula é uma farsa. Nunca defendeu os pobres, os necessitados, os trabalhadores. Pelo contrário: assalta os aposentados e faz um governo vendido aos grandes lobbies e ao bem-estar dos narcotraficantes.”

Entenda o caso

As críticas de Caiado vieram à tona após revelações sobre a visita de Lula à Favela do Moinho, em São Paulo, no final de junho. A agenda foi articulada por meio de reuniões com a Associação da Comunidade do Moinho, entidade que, segundo o Ministério Público de São Paulo, atua em uma região dominada pelo PCC e já foi utilizada como ponto de armazenamento de drogas da facção.

Documentos obtidos pelo site Metrópoles revelam que o endereço da associação, registrado na Receita Federal, é o mesmo local onde, em 2023, a Polícia Civil apreendeu crack e maconha em uma operação contra o tráfico.

A entidade é presidida por Alessandra Moja Cunha, irmã de Leonardo Moja, conhecido como Léo do Moinho, considerado chefe do tráfico local e preso desde agosto de 2023. Alessandra também tem histórico criminal, incluindo uma condenação por homicídio em 2005, em que esfaqueou uma mulher e tentou matar um homem junto com a irmã.

Articulação e resposta oficial do governo

Dois dias antes da visita de Lula, o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, esteve no local para preparar o evento. Na ocasião, o presidente anunciou um acordo de realocação para cerca de 900 famílias, com o objetivo de transformar a área em um parque.

Em nota, Macêdo afirmou que o encontro teve como único foco a solução habitacional da região.

A Secretaria de Comunicação (Secom) também se manifestou, destacando:

“A interlocução com representantes comunitários é uma prática essencial de qualquer governo que atue com políticas públicas voltadas à inclusão, à moradia e à promoção da dignidade.”

A nota ainda reforça que a gestão atual “atua com responsabilidade institucional, respeito às normas de segurança e compromisso com a promoção de políticas públicas voltadas à inclusão social”.


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