Candidato do PSD à Presidência criticou domínio de facções criminosas e defendeu fechamento de estatais em sabatina
Durante sabatina realizada nesta quinta-feira (27) pela TMC, o candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado, fez duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT). Na avaliação do presidenciável, o partido governista teria permitido que grandes organizações criminosas assumissem o controle de diversas regiões do país.
“PT entregou a soberania brasileira para o Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC)”, afirmou Caiado durante a entrevista.
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Visita a comunidades do Rio de Janeiro reforçou discurso
Para sustentar sua declaração, o candidato relatou uma visita feita na quarta-feira ao Complexo da Penha e ao Complexo do Alemão, ambos no Rio de Janeiro. Segundo ele, a população dessas localidades vive sob as regras impostas por facções criminosas, sem a presença efetiva do Estado.
“Ali não existe o Estado, onde eu fui nesta quarta-feira. Lá existe o crime, que comanda e dita as regras no país”, declarou Caiado à TMC.
O presidenciável sustentou que as grandes facções “mandam mais” no território nacional do que o próprio Estado brasileiro, configurando um cenário alarmante de perda de controle institucional.
Proposta de ação conjunta contra o crime organizado
Ronaldo Caiado defendeu que o enfrentamento ao crime organizado exige uma articulação entre os governos federal e estaduais. Na visão do candidato, falta uma estratégia nacional coordenada para dar suporte aos estados.
“O que falta é exatamente uma política nacional de apoio aos governadores e governadoras para a gente poder chegar a esse nível que está hoje contaminando e destruindo o país”, avaliou.
Fechamento de estatais e responsabilidade fiscal
Além da segurança pública, Caiado abordou questões econômicas durante a sabatina. O candidato do PSD sinalizou que, caso eleito, pretende promover o fechamento de estatais como parte de uma agenda de responsabilidade fiscal.
“Vou mexer em emendas impositivas, em estatais, vou fechá-las imediatamente, isenções para o setor do agro e algumas indústrias”, declarou o presidenciável, detalhando as medidas que considera prioritárias para equilibrar as contas públicas.