Ex-deputado federal lamentou decisão do partido e manteve tom combativo nas redes sociais, mas ficará de fora da disputa presidencial de 2026
Conhecido pelo bordão “Glória a Deus” e pelos discursos efusivos que marcaram a eleição presidencial de 2018 — vencida por Jair Messias Bolsonaro (PL) —, Cabo Daciolo voltou aos holofotes nesta terça-feira (4) ao ter sua pretensão de concorrer ao Palácio do Planalto frustrada pelo próprio partido.
Mobiliza descarta candidatura própria
A liderança do Mobiliza comunicou que a legenda não lançará candidato à Presidência da República e que essa possibilidade jamais esteve entre os planos do partido para as próximas eleições. A sigla tampouco informou se pretende apoiar outro nome na corrida presidencial. As informações foram concedidas ao Poder360.
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão
O anúncio aconteceu horas depois de Daciolo publicar nas redes sociais um post que dava a entender que ele disputaria novamente o cargo mais alto do Executivo federal em 2026.
Reação do ex-deputado
Diante do veto, o ex-parlamentar reagiu com indignação e usou as redes sociais para criticar o cenário político:
— LAMENTÁVEL!!! VAMOS JUNTOS COM “YHWH”DERRUBAR ESSE SISTEMA (…) SÃO TODOS AMIGUINHOS!! “Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se YHWH é por nós, quem será contra nós?” Romanos 8:31. AMO VCS! CABO DACIOLO 2026 — escreveu. O ex-parlamentar usa o termo “YHWH”, que significa o nome sagrado e próprio de Deus na Bíblia hebraica.
Sem alternativa para disputar o pleito
A decisão do Mobiliza elimina qualquer possibilidade de Daciolo participar da disputa presidencial. A janela partidária encerrou-se em 3 de abril, o que impede uma eventual troca de legenda. O ex-deputado havia se filiado ao partido justamente naquele mês.
Antes do posicionamento oficial da sigla, Daciolo vinha utilizando suas redes sociais para publicar críticas e sinalizar que era pré-candidato, embora não fizesse menções diretas a nenhum partido.
Trajetória eleitoral
Cabo Daciolo conquistou grande visibilidade durante as eleições de 2018, quando surpreendeu ao participar dos debates presidenciais com falas marcantes. Seu bordão “Glória a Deus”, repetido com frequência em discursos e confrontos televisivos, tornou-se emblemático daquela campanha.