Deputado do PSOL assume cargo responsável pela articulação com movimentos sociais; nomeação será publicada nesta terça-feira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) para chefiar a Secretaria-Geral da Presidência da República, pasta responsável pela articulação com movimentos sociais. A nomeação será publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (21).
A vaga era ocupada por Márcio Macêdo, que deixa o cargo após quase dois anos à frente da secretaria. Segundo o Palácio do Planalto, a decisão foi tomada em reunião nesta segunda-feira (20), que contou com a presença de Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social).
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão
“Márcio, a ministra Gleisi, o ministro Rui Costa e o ministro Sidônio Palmeira participaram do encontro com o presidente”, informou o Planalto em nota oficial.
Articulação com militantes e movimentos sociais
A Secretaria-Geral da Presidência tem como uma de suas principais atribuições o diálogo com sindicatos, movimentos populares e entidades da sociedade civil — área em que Boulos tem longa atuação.
Antes de ingressar na política institucional, o novo ministro foi líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), conhecido por organizar ocupações urbanas em defesa da moradia popular, especialmente na região metropolitana de São Paulo.
A nomeação de Boulos já era esperada desde o início de 2025, quando começaram as especulações sobre uma reforma ministerial que ampliaria a presença de aliados da esquerda fora do PT no governo.
Reações e resistências dentro do PT
Apesar de bem recebido por setores ligados aos movimentos sociais, o nome de Boulos gerou desconforto em parte da cúpula petista.
Integrantes do partido avaliam que a nomeação não fortalece a base política do governo e teria sido motivada mais por uma aliança estratégica com o PSOL do que por ganhos de governabilidade.
Para os críticos internos, a escolha “atende mais aos interesses do aliado do que do próprio partido”, reforçando o protagonismo de Boulos dentro do campo progressista às vésperas das eleições municipais.