Ex-presidente quer organizar disputas internas no PL e impedir que oportunistas se apresentem como representantes do bolsonarismo em 2026
Uma lista com os nomes oficialmente apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para as eleições de 2026 está prestes a ser divulgada. A iniciativa, revelada pela Folha de S.Paulo neste domingo (25), mira sobretudo as vagas em disputa no Senado Federal, mas pode se estender a governos estaduais e alianças regionais estratégicas.
Objetivo: conter conflitos e proteger a marca política
De acordo com aliados, o principal propósito da medida é duplo. Primeiro, organizar as disputas internas que já fermentam dentro do PL e do campo da direita em diversos estados. Segundo, impedir que nomes sem autorização utilizem a imagem e o apoio político de Bolsonaro durante a pré-campanha, fenômeno que vinha se tornando cada vez mais frequente.
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A expectativa de interlocutores é que a publicação sirva para “sanar disputas internas” e reduzir conflitos regionais, especialmente onde mais de um político tenta se apresentar como representante direto do bolsonarismo.
Articulação já vinha sendo sinalizada desde fevereiro
O movimento não é exatamente uma surpresa. Desde fevereiro deste ano, Carlos Bolsonaro já vinha afirmando publicamente que o ex-presidente preparava uma relação de candidatos considerados “oficiais” do grupo bolsonarista. Na mesma época, Michelle Bolsonaro divulgou uma carta em que Bolsonaro prometia publicar em breve a relação de pré-candidatos ao Senado ligados ao PL.
A estratégia foi amadurecida ao longo dos últimos meses por integrantes próximos da família Bolsonaro e da cúpula do partido, que acompanham os desdobramentos políticos nos estados e identificaram a necessidade de uma sinalização clara de apoio.
Influência mantida mesmo em prisão domiciliar
Mesmo cumprindo prisão domiciliar, o ex-presidente segue atuando nos bastidores da política nacional. Para aliados, a divulgação da lista é mais uma demonstração de que Bolsonaro permanece como principal liderança do campo conservador e que sua influência sobre a base eleitoral do PL continua intacta.
A movimentação é interpretada como uma tentativa de manter relevância política mesmo afastado fisicamente das campanhas e das atividades públicas. Além dos nomes para o Senado, há expectativa de que o documento contemple apoios a candidaturas a governos estaduais e possíveis alianças voltadas ao fortalecimento da direita no pleito de 2026.