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Bolsonaro é contra quarentena para candidatura de militares, policiais e juízes: ‘Injustiça’

Presidente fez um apelo para que o Congresso rejeite o dispositivo

Presidente fez um apelo para que o Congresso rejeite o dispositivo

Na live de quinta-feira 26, o presidente Jair Bolsonaro fez um apelo para que o Congresso rejeite um dispositivo que prevê quarentena de cinco anos para militares, juízes e policiais disputarem eleições. A proposta faz parte do Código Eleitoral que deve ser votado na Câmara na semana que vem.

“Eu acho que isso aí é uma tremenda discriminação”, avaliou Bolsonaro, que continuou: “É uma injustiça. O policial tem o direito de se candidatar”. O presidente ironizou dizendo que tudo que ele pede, o Parlamento faz o contrário. “Mas peço que não aprovem. Por que só para essas categorias? Sou contra”.

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Bolsonaro ainda descartou apoio à lei para tirar das eleições de 2022 o ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro. “Quero mais é que se ele se resolver candidatar, que se candidate. E se ganhar, vou desejar boa sorte para ele. Não quero usar uma lei para perseguir as pessoas”.

Na live, o presidente indicou que, caso o Congresso aprove, pode vetar este artigo do Código Eleitoral que prevê quarentena para juízes, militares e policiais.

O projeto

A proposta de um novo Código Eleitoral incluiu na última hora um dispositivo que pode barrar, em 2022, uma eventual candidatura do ex-juiz Sergio Moro à Presidência da República e de centenas de militares.

O texto prevê a exigência de uma quarentena de cinco anos para que militares, policiais, juízes e promotores possam concorrer às eleições.


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