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BC impõe limite no PIX para conter fraudes ligadas ao crime organizado

Banco Central reduz limite do PIX e impõe novas regras após ataques de hackers ligados ao crime organizado.

Novas regras atingem instituições não autorizadas; objetivo é reforçar segurança após investigações ligarem fraudes ao crime organizado

O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira (5) um pacote de medidas emergenciais para reforçar a segurança do sistema financeiro. A decisão ocorre após ataques de hackers contra instituições, que, segundo o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, têm ligação direta com o crime organizado.

Entre as mudanças estão a redução do limite de transferências via PIX e TED em instituições de pagamento não autorizadas, novas exigências de certificação técnica e a obrigatoriedade de autorização prévia do BC para entrada de empresas no setor.

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“O tema da segurança não admite tolerância”, afirmou Galípolo, ao detalhar as medidas.


Novos limites e exigências de segurança

  • Transferências limitadas: instituições não autorizadas e prestadores de serviços de tecnologia (PSTIs) terão teto de R$ 15 mil por transação via PIX ou TED.
  • Suspensão provisória: empresas que comprovarem controles de segurança poderão operar sem o limite por até 90 dias.
  • Instituições responsáveis: apenas entidades dos segmentos S1 a S4 (exceto cooperativas) poderão responder pelo PIX em operações de terceiros, com prazo de 180 dias para ajustes contratuais.

Autorização e certificação técnica

  • Autorização prévia: nenhuma nova instituição poderá atuar sem aval do BC. O prazo de regularização foi antecipado de 2029 para maio de 2026.
  • Laudos independentes: o BC poderá exigir relatórios técnicos para comprovar conformidade. Empresas que tiverem pedidos negados terão 30 dias para encerrar as atividades.
  • Capital mínimo: PSTIs deverão comprovar R$ 15 milhões em capital, com até 4 meses para adaptação.

Instituições que descumprirem as regras poderão sofrer medidas cautelares ou até descredenciamento.


Criminosos usam o sistema financeiro

As mudanças vêm após a desarticular um esquema bilionário de sonegação no setor de combustíveis, que utilizava fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro. Segundo a PF, o esquema era controlado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Galípolo ressaltou que bancos e fintechs não são culpados, mas vítimas da ação criminosa:

“É um criminoso usando aquilo, não é um banco e nem uma fintech. Tanto instituições tradicionais quanto novas entrantes contribuíram para uma inclusão financeira inédita no Brasil.”



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