Defesa foi encerrada meses depois, após avanço de investigações da Polícia Federal
O Banco Master contratou, em junho de 2024, a advogada Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves para atuar em um processo no Superior Tribunal de Justiça. À época, a instituição financeira buscava reverter uma decisão desfavorável proferida pela ministra Nanci Aldrighi.
A contratação veio a público meses depois, quando o nome da advogada passou a ser citado em investigações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo um suposto esquema de venda de decisões judiciais no STJ.
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Marido da advogada foi preso por ordem do STF
No segundo semestre de 2025, o marido de Mirian, o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, foi preso por determinação do Supremo Tribunal Federal. Segundo a Polícia Federal, Andreson teria pago propinas para obter decisões favoráveis em processos que tramitavam no STJ.
Além da prisão do lobista, a própria advogada passou a ser alvo de apuração no mesmo inquérito, que investiga a atuação de intermediários e operadores jurídicos em um esquema de corrupção envolvendo sentenças judiciais.
Comunicação oficial ao STJ
A contratação de Mirian Ribeiro pelo Banco Master foi revelada no ano passado. Em 24 de junho de 2024, a própria advogada comunicou formalmente ao STJ sua atuação no processo, por meio de uma carta enviada à Corte.
Na ocasião, o banco era comandado por Daniel Vorcaro, e buscava modificar o resultado de uma decisão já desfavorável no tribunal superior.
Banco encerrou vínculo meses depois
Em dezembro de 2024, cerca de seis meses após a contratação, o Banco Master retirou Mirian Ribeiro da causa. O encerramento do vínculo ocorreu antes da prisão de Andreson, mas em meio ao avanço das investigações que mais tarde alcançariam o casal.
Até o momento, o banco não informou publicamente os motivos formais para a substituição da advogada no processo.