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Ataque de Lula a Toffoli revela acerto de contas nos bastidores

Críticas de Lula no caso Master expõem tentativa de afastamento político e antigos ressentimentos com o ministro Dias Toffoli.

Críticas aos “defensores” do Banco Master escondem tentativa de afastamento e racha antigo no STF

O recente ataque do presidente Luiz Inácio da Silva a supostos “defensores” do banqueiro Daniel Vorcaro expôs mais do que um esforço para conter danos políticos. Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que Lula buscava se desvincular do do Banco Master e neutralizar a percepção, detectada em pesquisa interna, de que o caso seria apenas mais um episódio negativo de seu governo.

A reação presidencial ganhou força depois de Lula ser informado de que era iminente o vazamento de uma reunião fora da agenda oficial, realizada com Vorcaro, que teria durado cerca de 1h30. Para ampliar o alcance da resposta política, assessores passaram a indicar, em conversas reservadas, que o verdadeiro alvo da ofensiva seria o ministro Dias Toffoli, com quem o presidente mantém uma relação marcada por antigos atritos.

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Salvo pela Casa

Após o episódio, Lula deixou transparecer sua irritação e chegou a permitir que circulasse a informação de que gostaria de ver Toffoli fora do Supremo Tribunal Federal (STF). A tentativa de desestabilização, no entanto, teria sido contida pelo apoio de outros ministros da Corte, que se mobilizaram para blindar o colega.

Votos imperdoáveis

Interlocutores próximos ao presidente afirmam que Lula não esquece nem perdoa os votos de Toffoli nos julgamentos do Mensalão e da Lava Jato, nos quais o ministro se posicionou contra Lula e outros envolvidos. Esses episódios seguem como feridas abertas na relação entre os dois.

Distância mantida no terceiro mandato

Desde o início de seu terceiro mandato, relatos no Planalto indicam que Lula recusava qualquer tentativa de reaproximação com Toffoli — apesar de ter sido ele próprio o responsável pela indicação do ministro ao STF no passado. A convivência institucional permaneceu fria, sem gestos de reconciliação.

Rancor que resiste ao tempo

Mesmo decisões posteriores de Toffoli que contribuíram para encerrar a Lava Jato não foram suficientes para mudar o quadro. Na avaliação de aliados, Lula mantém o hábito de guardar ressentimentos e não releva episódios que considera traições políticas. Para esse círculo, o presidente “não esquece” — e age conforme essa memória.


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Debate editorial

3 comentários

  1. Esses canalhas precisam receber o pontapé final! Até quando aceitaremos esses ratos rirem da nossa cara?

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