Assessor de candidato da oposição na Venezuela some

Colaborador da líder opositora venezuelana María Corina Machado desaparece antes de visita à região de Táchira
Assessor De Candidato Da Oposição Na Venezuela Some Assessor De Candidato Da Oposição Na Venezuela Some

Colaborador da líder opositora venezuelana María Corina Machado desaparece antes de visita à região de Táchira

Um associado de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, no estado de Táchira, oeste do país, está desaparecido desde a quarta-feira anterior à visita de Machado àquela região. Isso ocorreu como parte de sua campanha para as eleições presidenciais que acontecerão no dia 28 de julho, segundo a denúncia feita pela oposição na quinta-feira, como informado pelo jornal O Globo.

“Desde a Plataforma Unitária Democrática, denunciamos que o dirigente Franklin Chacón […] está desaparecido há 24 horas”, afirmou a PUD na rede social X, exigindo sua “libertação”.

Franklin Chacón, afiliado ao partido social-democrata Copei e membro da equipe de campanha de Machado, atua de forma decisiva nos eventos de apoio a Edmundo González Urrutia, que assume o lugar de Machado após ser desqualificado pelo Tribunal Supremo de Justiça. Ainda não houve declarações das autoridades venezuelanas sobre o sumiço de Chacón.

Chacón é uma figura proeminente na cidade de Panamericano (Táchira), um lugar que Machado tem planos de visitar. A oposição acusa uma “perseguição política” contra seus líderes e membros, o que inclui o fechamento de negócios e multas impostas a hotéis e restaurantes que forneceram serviços a Corina Machado e sua equipe.

Adicionalmente, aproximadamente dez prefeitos foram desqualificados por expressarem claramente seu apoio à candidatura de González Urrutia, sem que explicações fossem fornecidas pelas autoridades. A oposição registrava 37 prisões na campanha até o dia 17 de junho.

O governo da Venezuela, por outro lado, acusa a oposição de conspiração contra Maduro, que tem aparecido cada vez mais na televisão estatal antes das eleições. Até agora, a ONG Foro Penal registrou 282 “presos políticos” na Venezuela.


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