Argentina segue exemplo de El Salvador e determina que escolas ensinem existência de apenas dois gêneros
Uma decisão do governo argentino coloca o país no mesmo caminho já trilhado por El Salvador: a partir de agora, o ensino nas escolas da Argentina deverá se basear na existência de apenas dois gêneros — masculino e feminino —, sob uma perspectiva estritamente biológica.
Foco em disciplinas essenciais e afastamento de debates ideológicos
O governo sustenta que o ambiente escolar deve se concentrar em áreas como ciências, biologia, matemática e linguagem. A proposta busca fortalecer valores fundamentais e impedir que instituições de ensino funcionem como espaços de discussão ideológica. Para a administração, a escola tem o dever de instruir, sem exercer influência sobre a formação de opiniões pessoais dos alunos.
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A máxima “A escola forma, não doutrina” tem sido frequentemente citada para resumir essa abordagem. Segundo a justificativa oficial, a educação deve se pautar em dados científicos e biológicos, e o Estado não deve interferir na formação individual além do âmbito acadêmico. A responsabilidade pela educação moral dos filhos, defende o governo, pertence aos pais.
Reações divididas na Argentina e no cenário internacional
A iniciativa provocou reações diversas dentro e fora do país. Setores favoráveis enxergam na medida uma proteção da educação contra influências ideológicas e uma valorização do papel das famílias na formação dos jovens.
Já os opositores alertam que a decisão pode ignorar realidades sociais existentes, restringir o alcance educacional e gerar tensões na sociedade. Críticos argumentam que limitar o debate em sala de aula prejudica a formação integral dos estudantes.
Tendência regional em expansão
Ao adotar essa linha, a Argentina se alinha diretamente a El Salvador, onde medida semelhante já havia gerado controvérsia. A convergência entre os dois países aponta para uma tendência que pode se espalhar por outros governos da região latino-americana.