Política

Após rejeição, Vieira diz que “Governo atravessou a rua e deu um abraço no STF”

Alessandro Vieira acusa governo de articular manobras para derrubar relatório da CPI do Crime Organizado e proteger ministros do STF.

Alessandro Vieira critica articulação do governo que derrubou relatório da CPI

Em coletiva realizada nesta terça-feira (14), o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) denunciou a interferência direta do governo na do relatório final da CPI do Crime Organizado. O parlamentar, que atuou como relator da comissão, classificou a derrubada como resultado de uma intensa articulação política coordenada pelo Palácio do Planalto.

Críticas à postura governamental

‘O governo escolheu atravessar a rua e dar um abraço no STF’, declarou Vieira ao explicar os bastidores da votação. O senador apontou que houve ‘uma interferência direta com a troca de integrantes’ da CPI, modificando sua composição momentos antes da análise do documento.

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Para o relator, a rejeição do texto demonstra ‘um atraso da mentalidade dos senadores’. Apesar do revés, Vieira mantém a expectativa de que a responsabilização de ministros do Supremo Tribunal Federal seja uma questão ‘que pode ser adiada, mas não evitada’.

Promessa de continuidade das investigações

‘O Brasil um dia vai ter maturidade institucional para entender que ninguém está acima da lei, nem mesmo o Supremo’, afirmou o parlamentar durante a entrevista. Vieira informou que não apresentará imediatamente as denúncias contra os ministros, preferindo aguardar os desdobramentos das investigações em curso.

‘Ainda não vou apresentar as denúncias contra os ministros. Vou observar os desdobramentos das investigações que, com certeza, apontaram para indícios contrários a atuação deles’, explicou o senador.

Detalhes da votação na CPI

A base governamental conseguiu derrubar o relatório por seis votos contra quatro, após alterações de última hora na composição da comissão. O próprio presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), posicionou-se contrário ao documento de Vieira, embora não tenha participado da votação.

O presidente do , (União-AP), teve papel fundamental na rejeição do texto. Pouco antes do início da votação, ele encaminhou ao presidente da CPI um ofício determinando mudanças na formação da comissão, incluindo mais parlamentares alinhados ao governo.

A estratégia utilizada foi similar à empregada na derrubada do relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social, demonstrando um padrão na atuação da base governista para proteger interesses do Executivo.


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Debate editorial

1 comentário

  1. O Brasil não é para amadores. É uma vergonha o que estamos passando em nosso país, imagine se fosse o Bolsonaro! No mínimo já teriam prendido todos da direita.

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