Ministro do STF convocou reunião de duas horas com investigadores após saber por advogado que a coordenação do caso foi alterada
Uma mudança na estrutura de comando das investigações sobre fraudes no INSS gerou atrito entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e a Polícia Federal. O magistrado classificou a troca do delegado que chefiava o inquérito como interferência e decidiu acompanhar de perto os desdobramentos do caso.
Como Mendonça descobriu a substituição
O ministro não foi comunicado oficialmente sobre as alterações. A informação chegou a ele por meio de um advogado que atua no processo. Diante disso, Mendonça solicitou explicações diretamente à PF.
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou as mudanças por meio de um ofício encaminhado ao Supremo no dia 8 de maio.
Quem é o delegado afastado da investigação
O delegado Guilherme Figueiredo Silva, que ocupava o cargo de chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da PF, vinha conduzindo o inquérito desde julho de 2025. Durante sua atuação, ele foi responsável por medidas de grande repercussão: pediu a prisão do chamado “Careca do INSS”, solicitou buscas contra Roberta Luchsinger e requereu a quebra de sigilos de Lulinha.
O que mudou na coordenação do caso
A PF decidiu transferir a responsabilidade pelo inquérito de uma área para outra dentro da corporação. Antes, a investigação estava sob a Coordenação de Repressão a Crimes Fazendários. Agora, passou a ficar subordinada à Coordenação de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro.
A equipe inteira que trabalhava na apuração migrou para a nova coordenação — com uma exceção: Guilherme Figueiredo Silva, o delegado que de fato conduzia o caso, ficou de fora da transição.
Reunião de cobrança no gabinete do ministro
Na sexta-feira (15), Mendonça convocou os delegados atualmente responsáveis pela investigação para uma reunião em seu gabinete no STF. O encontro durou cerca de duas horas e teve tom de cobrança.
Durante a conversa, o ministro:
- Exigiu explicações detalhadas sobre a troca de comando;
- Afirmou que passará a acompanhar as investigações de forma mais próxima;
- Manifestou preocupação com possíveis atrasos ou tratamento seletivo do material já apreendido;
- Solicitou que a equipe apresente os resultados das buscas realizadas até o momento, acompanhados da análise do material correspondente.
Por que o inquérito é politicamente delicado
A sensibilidade política do caso está diretamente ligada a um dos investigados: Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT). As apurações buscam esclarecer a relação dele com Antônio Carlos Camilo Antunes — apelidado de “Careca do INSS” — por intermédio da empresária Roberta Luchsinger.
A combinação entre a troca de delegado, a proximidade do investigado com o presidente da República e a reação enérgica do ministro do STF coloca o caso no centro das atenções do cenário político e jurídico do país.
Esta mudança de delegado é suspeitíssima…
Estão querendo “BLINDAR” o Lulinha, o filho do presidente. É assim que a “esquerda maldita” age!
Querem ficar impunes, assim como foi com a Lava Jato.