Justiça

André Mendonça aponta que ex-chefe do BRB recebeu R$ 146,5 milhões em propina

Paulo Henrique Costa foi preso por ordem de André Mendonça após receber R$ 146,5 milhões em propinas de Daniel Vorcaro através de imóveis.

Ministro do STF André Mendonça ordena prisão do ex-presidente do BRB por esquema milionário

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso pela manhã desta quinta-feira por ordem do ministro , do Supremo Tribunal Federal. A decisão judicial de 32 páginas revela que Costa recebeu R$ 146,5 milhões em do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do .

Esquema de corrupção operado com imóveis de luxo

De acordo com o documento assinado por Mendonça, o pagamento das vantagens indevidas foi estruturado através de seis propriedades de alto padrão localizadas em São Paulo e no Distrito Federal. Os imóveis, identificados como Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês, serviram como moeda de troca no esquema corrupto.

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“Para operacionalizar o pagamento e ocultar a titularidade real dos bens, teriam sido mobilizados fundos de investimento geridos pela REAG, bem como empresas de fachada”, destaca a decisão ministerial.

Investigação da Polícia Federal mapeia operação bilionária

A Polícia Federal já conseguiu rastrear pagamentos que ultrapassam os 74 milhões de reais relacionados a essas propriedades. O ministro André Mendonça cita as investigações ao apontar que “paralelamente à frente financeira, desenvolveu-se uma frente de e ocultação patrimonial”.

O esquema fraudulento envolvendo o Banco Master causou prejuízos superiores a 12 bilhões de reais ao BRB, colocando em risco a própria continuidade operacional da instituição brasiliense.

Operação policial cumpre mandados de prisão e busca

Além de Paulo Henrique Costa, outro investigado foi preso por participação no esquema de lavagem de dinheiro das propinas do Master. A Polícia Federal executou sete mandados de busca e apreensão como parte da operação deflagrada nesta manhã.

O caso expõe a complexa rede de corrupção que utilizou fundos de investimento e empresas fictícias para mascarar a origem ilícita dos recursos transferidos entre Vorcaro e o ex-dirigente do banco público.


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