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Amorim afirma que é difícil acessar autoridades dos EUA

Amorim diz que há bloqueio para contato com autoridades dos EUA e que Brasil está pronto para novas sanções.

Assessor especial de Lula cita bloqueio diplomático e reforça disposição para diálogo com reciprocidade

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, embaixador Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (11), no programa Roda Viva da TV Cultura, que há dificuldade em acessar os principais tomadores de decisão nos Estados Unidos.

A declaração veio após o cancelamento de um encontro entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

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“Da nossa parte, os canais não estão fechados. O próprio ministro [Fernando Haddad] me falou isso também, aparentemente não há facilidade em contactar quem decide as coisas nos Estados Unidos”, disse Amorim, acrescentando que o enfrenta “o mesmo tipo de bloqueio”.


Tarifa e alegações dos EUA contra o Brasil

Recentemente, o governo norte-americano impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, alegando:

  • Práticas comerciais desleais
  • Perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro
  • Atuação do Judiciário brasileiro contra a liberdade de expressão, com regulação de e censura a empresas e cidadãos norte-americanos ou residentes no Brasil

Amorim defende diálogo com reciprocidade

Apesar do cenário de tensão, Amorim disse que o Brasil está aberto a negociar, mas destacou que a disposição deve ser mútua:

“Sempre estaremos abertos a negociar, agora tem um ditado inglês muito bom: takes two for tango. É preciso que os dois queiram negociar.”

Haddad atribuiu o cancelamento da reunião a uma articulação da “extrema direita”, que, segundo ele, age em sintonia com a Casa Branca. Oficialmente, Scott Bessent justificou a ausência por “falta de agenda”, e a equipe de Haddad ainda tenta remarcar o compromisso.


Brasil se prepara para possíveis novas sanções

O embaixador também comentou sobre o risco de novas sanções dos EUA caso o STF condene Jair Bolsonaro:

“Acho um absurdo tão grande que me recuso a acreditar. Nós estaremos preparados, o governo tem pensado tudo que é necessário fazer. Eu acho que não é do interesse dos EUA ter uma guerra, que seja comercial ou verbal, com o Brasil.”


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