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Aliados de Bolsonaro exaltam voto de Fux no STF e dizem que decisão desmonta “farsa do golpe”

Aliados de Bolsonaro comemoram voto de Fux, que questiona competência do STF e aponta cerceamento de defesa.

Ministro divergiu de Moraes, apontou cerceamento de defesa e afirmou que Corte não tinha competência para julgar o caso

O voto do ministro Luiz Fux, na sessão desta quarta-feira (10) da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), repercutiu fortemente entre aliados do ex-presidente Jair (PL). Fux acolheu argumentos das defesas, questionou a competência da Corte para julgar os acusados e destacou que os oito réus, incluindo Bolsonaro, não tinham prerrogativa de foro no momento da denúncia.

Reações da base bolsonarista

O pastor Silas Malafaia comemorou o posicionamento do ministro:
– “A farsa do golpe foi derrubada por Fux. Voto arrasador. O STF não tem competência de julgar Bolsonaro” – escreveu nas redes sociais.

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O advogado Fábio Wajngarten avaliou que o voto evidenciou perseguição política:
– “Independentemente do mérito, já ficou claro o óbvio: a perseguição política escancarada em detrimento do bom direito. O papel do bom julgador é a isenção acima de tudo, independência acima de todos.”

Em nota oficial, o PL classificou o voto de Fux como sinal de imparcialidade diante do que chamou de injustiça contra Bolsonaro, defendendo a anulação de todos os atos decisórios.

Parlamentares reforçam críticas a Moraes

O senador (PL-RJ) afirmou que o voto desmontou a narrativa do relator Alexandre de Moraes:
– “Bolsonaro não teve acesso a todas as provas, não teve tempo hábil e foi julgado na instância errada, sem respeito ao devido processo legal! Isso não é Justiça! Bolsonaro é inocente!”

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) disse que Fux “escancarou a perseguição contra Bolsonaro”. Já destacou que o ministro reconheceu que o julgamento fere o princípio do juiz natural e da segurança jurídica.

O deputado (PL-MG) reforçou que “nenhum dos réus tinha foro privilegiado, portanto não poderiam ser julgados pelo STF”. O deputado Gilberto Silva (PL-PB) agradeceu a Fux por, segundo ele, respeitar a Constituição.

Voto e próximos passos do julgamento

Em seu voto, Fux defendeu a anulação da ação penal contra Bolsonaro e outros sete réus ligados à suposta trama golpista de 2022. Ele também apontou cerceamento de defesa, citando o “dumping de dados” – prática em que foram entregues 70 terabytes de informações às defesas em prazo curto para análise.

A leitura do voto ocorreu na sexta sessão do julgamento do chamado “núcleo 1”. Até o momento, Alexandre de Moraes e já votaram pela condenação. Ainda faltam os posicionamentos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que devem definir o rumo do processo.


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