Jovem trabalhava no Quartel-General Supremo da aliança militar em Mons e foi alvo de investigação após alertas de segurança interna
Uma juíza belga determinou, na sexta-feira 24, a prisão preventiva de uma estagiária canadense de ascendência chinesa suspeita de atuar como espiã dentro de uma das instalações mais sensíveis da Otan. A investigada permanece sob custódia enquanto as apurações continuam.
Como a suspeita foi identificada
O caso veio a público neste sábado, 25, por meio da Procuradoria Federal da Bélgica. Segundo o órgão, os serviços de segurança do Shape — sigla em inglês para o Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa — emitiram alertas internos sobre o comportamento da jovem. A partir dessas informações, o Serviço Geral de Inteligência e Segurança (SGRS) foi acionado e passou a monitorar a estagiária.
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Detenção e buscas policiais
Na quinta-feira 23, agentes federais belgas realizaram a prisão da suspeita diretamente no quartel-general da Otan, localizado na cidade de Mons. No mesmo dia, policiais conduziram buscas na residência e no local de trabalho da investigada.
Acusações formais
A jovem responde por suposta espionagem a serviço de uma nação estrangeira e por envolvimento em organização criminosa. As autoridades belgas não revelaram qual país seria o destinatário das informações supostamente coletadas pela estagiária, nem forneceram detalhes adicionais sobre o andamento da investigação.
Sigilo e próximos passos
Tanto a Procuradoria Federal quanto o SGRS mantêm sigilo sobre os elementos específicos do caso. Não há previsão de novas declarações oficiais. A investigada segue presa preventivamente, aguardando os desdobramentos das apurações sobre o incidente de espionagem no coração da aliança militar ocidental.