Walfrido Warde Jr., que deixou defesa do Banco Master, é conhecido por trânsito político e contribuições eleitorais expressivas
Um dos advogados que integraram a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, mantém forte ligação com quadros do PT e histórico de doações relevantes a campanhas eleitorais. Trata-se de Walfrido Warde Júnior, nome conhecido em Brasília pelo acesso a diferentes esferas do poder e por contribuições financeiras generosas.
Nas eleições de 2022, Warde foi o maior doador individual da campanha que elegeu Guilherme Boulos (PSOL-SP) deputado federal — hoje ministro da Secretaria-Geral da Presidência no governo Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado destinou R$ 200 mil à campanha de Boulos.
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Além disso, aparece como doador de destaque da campanha do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), atual ministro do Desenvolvimento Agrário, com uma contribuição de R$ 50 mil.
Atuação nos três Poderes
O trânsito institucional de Walfrido Warde não se limita ao Executivo e ao Legislativo. Em 2021, ele foi sócio de Roberta Maria Rangel, advogada e esposa do ministro Dias Toffoli, relator no Supremo Tribunal Federal de processo envolvendo Daniel Vorcaro.
A proximidade com nomes centrais do Judiciário reforça a imagem de Warde como integrante de uma elite jurídica com acesso privilegiado aos principais centros decisórios de Brasília. As informações são do Diário do Poder.
Clientes de peso e histórico político
Ao longo da carreira, o advogado também atuou em casos de grande repercussão nacional. Foi defensor da ex-presidente Dilma Rousseff no processo que culminou em seu impeachment, além de integrar a defesa dos irmãos Batista durante a Operação Lava Jato.
O histórico de doações eleitorais é antigo. Em 2014, Walfrido Warde estreou como financiador de campanhas com uma contribuição superior a R$ 40,7 mil para Moreira Mendes, então candidato ao Senado por Rondônia.
Saída da defesa de Vorcaro
Nesta quarta-feira (21), Walfrido Warde deixou oficialmente a defesa de Daniel Vorcaro, em meio a rumores sobre uma possível delação do controlador do Banco Master — hipótese que foi negada pela defesa.
A saída do advogado ocorre em um momento sensível das investigações que envolvem o banco e reforça especulações nos bastidores sobre mudanças na estratégia jurídica do empresário.